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Saiba a importância do casqueamento para o seu equino

02/11/2017 | Por Tiago Soares

O casqueamento é o conjunto de cuidados com os cascos dos equídeos, que deve ser iniciado a partir dos dois meses de vida do animal. Trata-se da higienização, correção do desvio para desenvolvimento correto da locomoção e nivelamento com o solo.
Estes cuidados são fundamentais para atividades que envolvem lazer, esporte e trabalho. O casco é a base de sustentação do peso dos equídeos, interferindo na saúde e na locomoção dos animais. A manutenção deve ser feita em todo o grupo de equídeos, o qual inclui animais como cavalo, pônei, asno ou burro, e até mesmo selvagens, como as zebras. O procedimento em alguns casos leva apenas 20 minutos e proporciona aumento de até 30% na produtividade do animal, segundo o instrutor do Senar, Antônio Carlos Silva. Para habilitar produtores a realizar adequadamente este cuidado.
De acordo com a equipe veterinária da UNIVÉRTIX “o casqueamento corretivo deve se iniciar em animais de 2 meses de idade que possuam desvios considerados mais severos, mas normalmente, em animais de desvios considerados normais iniciamos aos 4 (quatro) meses de idade. Lembrando que só conseguimos realizar as correções de casco até os 12 meses de idade devido ao fechamento das cartilagens que antes eram macias e podíamos “moldar” para corrigirmos os defeitos de aprumos”.
“O casqueamento em potros não se deve tirar muito material, deve-se retirar material aos poucos para ele não sentir dor no local. A ranilha não deve ser cortada devemos apenas limpar o canal ao redor dela, ela serve como amortecedor, e quando o animal caminha ela serve como uma bomba que leva sangue a todo casco fazendo com que este casco cresça corretamente deixando-o sempre bem vascularizado. Na sola devemos tirar apenas a parte morta (bem superficial). Na parede do casco devemos apenas nivelar os cascos para que não ocorram lesões no casco nem nas articulações. O desnivelamento para correção de aprumos deve ser feito apenas por profissionais. Após os 12 meses de idade (1 ano) devemos respeitar os desvios de aprumos somente nivelando os cascos, já que qualquer tentativa de correção nesta fase forçará muito a bolsa que contém o liquido sinovial (que serve como lubrificante das articulações) e esta poderá se romper levando a lesões sérias nas articulações, podendo até impedir a funcionalidade do animal”, complementa a equipe.
Avaliação
Quando com problemas no casco, imediatamente após o contato do casco com o solo, o atrito provoca uma desaceleração no cavalo, reduzindo a velocidade da falange distal do membro para praticamente zero, caracterizando o impacto, que é considerado a fase mais crítica para o desenvolvimento de lesões músculo-esqueléticas no cavalo atleta. O impulso repetitivo durante o andamento, trote, galope ou corrida, mesmo que dentro dos limites fisiológicos, possuem influências marcantes para a formação de lesões articulares em equinos. Diante disso, a utilização de dispositivos que proporcionem uma melhor comodidade ao casco pode efetivamente reduzir as forças de absorção de impacto acentuadamente.
Por outro lado, é importante sempre destacar os cuidados necessários na utilização do ferrageamento. As ferraduras possuem um tempo limite de uso e ultrapassar esse tempo pode comprometer o ângulo do casco e a força de tração exercida. A má utilização das ferraduras associados a um ferrageamento inadequado pode levar a uma claudicação simplesmente pela má colocação dos cravos ou mesmo a queda precoce de ferraduras em cascos quebradiços em virtude de uma colocação muito rasa dos cravos.